Tag: ‘Projeto Variedade Literária’

Projeto: Variedade Literária – outubro

20 de novembro de 2013 - quarta-feira - 09:20h   ¤   Categoria(s): Animais, Desafios, Medicina, Mitologia, Psicologia

Vamos lá pras sugestões da meta de *gasp, gasp* outubro, rs.

Projeto: Variedade Literária

A meta do mês de outubro do Projeto: Variedade Literária é de um tipo de livro que eu gosto bastante.

Não-ficção de interesse geral
Definitivamente, a forma indireta pela qual eu mais gosto de adquirir conhecimento são os livros. Mas não estou falando de estudo ou de cursos. Eu gosto demais desses livros que proporcionam aprendizado, mas sem aquele peso todo dos termos técnicos. Pode ser sobre qualquer assunto: Economia, Psicologia, Física, História, Mitologia… Eu devoro com amor, rs.

Sugestões
Essa lista abaixo abrange tudo que eu já li ou que leria com certeza.

       
       
       

O que eu escolhi foi Existiu Outra Humanidade.

Para quem quiser ver a lista inteira dos gêneros por mês e as sugestões para cada mês que já passou, o post inicial do Projeto está aqui.

[resenha] Cinco Séculos de Poesia

28 de outubro de 2013 - segunda-feira - 08:34h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Literatura nacional, Poesia, Resenhas

Cinco Séculos de PoesiaTítulo: Cinco Séculos de Poesia
Autor: Alexei Bueno
País: Brasil
Ano: 2012
Editora: Record
Páginas: 143
Sinopse: Nesta apurada edição bilíngue, obras-primas da poesia desde o século XVI ao XX são reunidas para criar um panorama fascinante, no qual obras de autores como William Shakespeare, Giacomo Leopardi, Stéphane Mallarmé e Boris Vian são traduzidas e analisadas pelo premiado poeta e tradutor Alexei Bueno.
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To be, or not to be: that is the question:
Whether ’tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune,
Or to take arms against a sea of troubles,
And by opposing end them? To die: to sleep;
[….]

Avaliação:
E aí você acha que é uma leitora experiente, pois já leu não somente uma boa quantidade de livros, como também uma grande variedade deles. Só que, um belo dia, você se depara com a missão de ler (e resenhar!) um livro de poesia.
Mil perdões, querido visitante, mas esta blogueira que vos “fala” é admitidamente burra para o gênero da poesia. Eu não tenho a menor condição de resenhar com decência este livro que eu li. A saída é resenhar indecentemente mesmo. Mas pelo menos tudo aqui está sendo feito com base na honestidade, rs. A verdade é que eu me sinto uma garota de 12 anos tendo que escrever conselhos sobre problemas no casamento. o.Ô

Cinco séculos de poesia tem textos de diversos poetas importantes, todos com as suas versões originais e as suas traduções, feitas pelo autor da coletânea, Alexei Bueno.

Aos conhecedores do gênero da poesia que estão lendo esse post, peço, por gentileza, que parem por aqui. Fechem a janela do navegador, vão visitar outro blog, vão jogar video game! A partir deste ponto, não me responsabilizo pela gastrite que as minhas opiniões poderão lhes causar.

O livro é composto por poesias dos seguintes escritores:
- San Juan de la Cruz (espanhol)
- Torquato Tasso (italiano)
- William Shakespeare (inglês)
- Ludwig Uhland (alemão)
- Giacomo Leopardi (italiano)
- Henry Wadsworth Longfellow (norte-americano)
- Gérard de Nerval (francês)
- Edgar Allan Poe (norte-americano)
- Alfred Tennyson (inglês)
- Stephane Mallarmé (francês)
- José Asunción Silva (colombiano)
- Boris Vian (francês)

Por meio dessa obra, eu fiquei sabendo mais sobre os poetas bem conhecidos da cultura popular atual, como Shakespeare, e acabei conhecendo outros poetas, muito importantes na literatura dos seus países, mas dos quais eu nunca tinha ouvido falar, como Henry Wadsworth Longfellow.
Ler os poemas nos idiomas originais e acompanhar as suas traduções foi muito interessante, mas não necessariamente 100% bom ou 100% ruim. Pelo que eu entendi no livro (e, no fundo, é meio óbvio), traduzir poemas não é algo que se limita apenas ao sentido do que o texto está dizendo. O tradutor deve se preocupar com as rimas e com as métricas, e adaptar tudo junto ao mesmo tempo. Para isso, além de ele precisar conhecer o gênero da poesia, imagino que o tradutor também deva conhecer muito bem o poeta: não somente suas características literárias, como também seu perfil psicológico e o contexto histórico em que viveu. Ou seja, mó trampo!
Da minha parte, confesso que ler um poema traduzido não é algo que tenha me agradado. Por mais que eu respeite e admire todo o trabalho feito, ainda assim, me dá uma sensação estranha, de angústia, parecida com aquela que as músicas dubladas dos desenhos da Disney me causam. Por outro lado, ler o poema no idioma original também não é plenamente satisfatório, mesmo que eu domine o idioma (no meu caso só o inglês, porque meu espanhol e meu francês são meia-boca, o italiano eu só brinco de adivinhar e o alemão, afff, conheço 1 ou 2 palavras), porque falta vocabulário para palavras antigas, falta conhecimento cultural, falta contexto. Acabou sendo mais divertido ler os textos em voz alta e reparar nas rimas, rsrs.
Apesar das dificuldades sentidas, apesar da autoestima arranhada, foi uma experiência ótima. Aprendi coisa pra caramba, afinal, pra quem sabe ZERO, qualquer nadinha é muito.

Eu recomendo a leitura desse livro porque adquirir conhecimento é sempre, sempre bom. Talvez eu tivesse sido um pouco mais feliz se tivesse escolhido um livro de poesias de autor brasileiro, mas, no fim, não teria tido essa oportunidade de aprendizado.

Esta resenha, pra variar, atrasada, faz parte da meta de setembro ¬¬ do Projeto Variedade Literária.
Cinco Séculos de Poesia

Projeto: Variedade Literária – setembro

11 de outubro de 2013 - sexta-feira - 10:20h   ¤   Categoria(s): Desafios

Ok, ok, eu sei que estou cada vez mais atrasada nos posts do Projeto, mas não é isso que vai me fazer desistir. Tarde, sim. Nunca, não! =D

Projeto: Variedade Literária

A meta do mês de setembro do Projeto: Variedade Literária é a mais dolorida. E ponto final.

Poesia
De todos os gêneros que eu listei para este Projeto, poesia é o mais penoso para mim. Porque não me identifico, porque não me apetece, porque não há harmonia com meu cérebro. E é exatamente por isso que é um desafio pra mim.

Sugestões
Como eu não conheço absolutamente nada deste gênero, eu listei apenas 8 sugestões, e entre elas, estão alguns dos nossos poetas mais famosos.

       

O que eu escolhi foi Cinco séculos de poesia.

Para quem quiser ver a lista inteira dos gêneros por mês e as sugestões para cada mês que já passou, o post inicial do Projeto está aqui.

[resenha] Madame Bovary

29 de setembro de 2013 - domingo - 11:09h   ¤   Categoria(s): Desafios, Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

Madame BovaryTítulo: Madame Bovary
Título original: Madame Bovary
Autor: Gustave Flaubert
País: França
Ano: 1857
Editora: L&PM
Páginas: 334
Sinopse: ‘Madame Bovary’ trata da desesperança e do desespero de uma mulher que, sonhadora, se vê presa em um casamento insípido, com um marido de personalidade fraca, em uma cidade do interior. O romance mostra o crescente declínio da vida – interna e externa – de Emma Bovary.
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Gostava do mar apenas pelas suas tempestades e da verdura só quando a encontrava espalhada entre ruínas. Tinha necessidade de tirar de tudo uma espécie de benefício pessoal e rejeitava como inútil o que quer que não contribuísse para a satisfação imediata de um desejo do seu coração – tendo um temperamento mais sentimental do que artístico e interessando-se mais por emoções do que por paisagens

Avaliação:
Eu gosto muito de ler clássicos. Acho que eles têm muito a ensinar. Sobre uma época, sobre um lugar, sobre o autor, sobre costumes e valores. Mas eu sempre reivindiquei para mim o direito de não gostar do que li. Estes livros podem ensinar muito, podem ser importantíssimos para a literatura, mas não quer dizer que a leitura sempre será agradável. Foi o caso de O Morro dos Ventos Uivantes. É o caso, agora, de Madame Bovary.
Mas não é que eu detestei o livro. O que aconteceu foi apenas que ele não me apeteceu como deveria, afinal, é uma história que se passa na França do século XIX. O motivo da minha apatia talvez seja o fato de eu ter lido O Primo Basílio há pouquíssimo tempo. Eça de Queirós foi acusado de plágio por essa obra. Verdade ou não, justo ou não, as duas obras realmente têm bastante semelhanças.
Emma Bovary, assim como Luísa, gostava muito de ler romances e se encantava com as histórias de paixões arrebatadoras que os personagens viviam. Ambas tinham uma vida enfadonha dentro de seus casamentos e ambas cometeram adultério em busca de emoções, apesar de toda a ilusão que as acompanhava. E tiveram, cada uma à sua maneira, um fim trágico.

O autor, Gustave Flaubert, foi levado a julgamento por causa deste livro, acusado por ofensa à moral e à religião. Achei interessante e, ao mesmo tempo, um pouco triste perceber como as questões moralísticas e religiosas da época simplesmente parecem tolas aos nossos olhos da atualidade. Fruto dos valores que prevalecem hoje, o adultério é tido como algo banal, e o aspecto ameaçador da religião é digno de zombaria.

O livro começa contando sobre a infância de Charles Bovary. Ele era um garoto que vivia na área rural e que mais tarde foi mandado para a escola, na cidade, para estudar. Posteriormente, formou-se médico. Com ajuda da sua mãe, casou-se com uma viúva rica, porém seca e amarga. Em uma consulta ao velho sr. Rouault, tem a chance de conhecer a filha dele, Emma. Pouco tempo depois, sua primeira esposa morre e Charles acaba por pedir Emma em casamento. Entretanto, com pouco tempo de casada, Emma já começa a se incomodar com a monotonia dos seus dias. Sendo ela uma mulher estudada, logo passa a sentir desprezo pela simplicidade – muitas vezes ingenuidade – do seu marido. O amor que ele lhe oferecia estava infinitamente longe do que ela havia sonhado para si, baseado no que havia lido nos romances de sua juventude.

Além de todo o desenrolar decorrente da inquietação de Emma, o livro também possibilita conhecer um pouco da região norte da França, nos arredores de Rouen, mostrando-nos os hábitos e pensamentos da época. As notas de rodapé, ótimas, explicam o contexto cultural e histórico, e você aprende bastante lendo-as.
Entretanto, apesar de a história ser interessante, não me senti cativada pelo texto. Não foi uma leitura que tenha enchido meu coração. Com relação aos personagens, eles têm suas características muito bem descritas, mas parecem impessoais e distantes, como se o leitor não conseguisse se aproximar deles para conhecê-los melhor. Há livros em que o autor praticamente joga o leitor dentro da história, como se fosse amigo íntimo dos personagens. Há outros em que o leitor sente que se torna o próprio personagem, entrando em sua alma e entendendo-a, tamanha é a identificação. Infelizmente, Madame Bovary não se encaixa em nenhum destes dois casos.

De qualquer forma, é um livro que valeu muito a pena ter lido, principalmente pela sua importância histórica e moral. A minha recomendação é que se leia, de preferência, com um intervalo bem grande entre ele e O Primo Basílio.

Esta resenha, errr, veja bem… faz parte da meta de agosto (!?!?) do Projeto Variedade Literária.
Madame Bovary

Projeto: Variedade Literária – agosto

1 de setembro de 2013 - domingo - 21:26h   ¤   Categoria(s): Desafios

Lalala… ♫ Agosto já foi e eu ainda estou postando a prévia da meta do mês. Já podem imaginar que eu vou postar a resenha do livro escolhido só nas Olimpíadas de 2036, né? XD

Projeto: Variedade Literária

A meta do mês de agosto do Projeto: Variedade Literária é uma das que eu estava esperando, pois sempre gosto de ler os clássicos.

Clássico da literatura mundial
Não sei quanto a vocês, mas, na minha humilde opinião, leitores que se consideram leitores deveriam ler um clássico de tempos em tempos. Vale ler história de vampiro que brilha, sim. Vale ler erótico para “senhôuras”, sim. Mas acho absolutamente necessário acrescentar à sua lista de lidos um livro que tem a sua reputação totalmente incontestável. Que seja apenas para exibir pros outros (“Ai, sou f*da, li Dostoiévski”)! Tá valendo, pois leu, oras! =D

Sugestões
Eu costumo fazer uma lista de sugestões com 12 ou 16 livros, mas vou fazer com 24, porque realmente vale a pena! E como já teve o mês da literatura brasileira/portuguesa, livros desta categoria não entram na lista, ok?

       
       
       
       
       

O que eu escolhi é Madame Bovary.

Para quem quiser ver a lista inteira dos gêneros por mês e as sugestões para cada mês que já passou, o post inicial do Projeto está aqui.