Tag: ‘Projeto Variedade Literária’

[resenha] Histórias Extraordinárias

18 de agosto de 2013 - domingo - 16:18h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

Histórias ExtraordináriasTítulo: Histórias Extraordinárias
Título original: Extraordinary Tales
Autor: Edgar Allan Poe
País: EUA
Ano: ???
Editora: Martin Claret
Páginas: 128
Sinopse: Edgar Allan Poe é conhecido como ‘escritor maldito’, pois em suas obras encontram-se o inexplicável, o estranho, o absurdo, o terror e o pânico. Poeta e contista conhecido sobretudo por suas histórias de mistério e horror, constitui uma fonte de inspiração direta para a renovação literária europeia no final do século XIX. Leitura indispensável para os amantes de histórias de mistério de horror.

Ser enterrado vivo é, acima de qualquer dúvida, o mais terrível desses extremos que já aconteceram ao destino da mera mortalidade. Que isso frequentemente, muito frequentemente, tenha acontecido será pouco negado por aqueles que pensam. [...] Sabemos que existem doenças nas quais ocorrem interrupções completas de todas as funções vitais aparentes e nas quais, entretanto, essas interrupções são meras suspensões, propriamente ditas.

Avaliação:
Então, eu me deparo com a tarefa de resenhar um livro de Edgar Allan Poe. E tudo que sei sobre ele foi lido agora há pouco no Uiquipídia.
Não sou/não fui estudante de Letras, não manjo nada de literatura americana e mal sabia que Poe tinha nascido nos EUA. Infelizmente, não tenho conhecimento o suficiente para fazer uma mega análise da obra e do perfil do autor. Sinto desapontá-los, visitantes, mas a minha resenha será escrita com base na humilde experiência que tenho como leitora (que, sinceramente, não sei se servirá de algo) e nas sensações que o livro me trouxe.

Histórias extraordinárias é composto por 5 contos:
- O gato preto
- O enterro prematuro
- A queda da Casa de Usher
- William Wilson
- O poço e o pêndulo
O elemento comum a eles é o medo. Mas não o medo explícito, real, que pode ser explicado a alguém. O sentimento vivenciado pelos personagens é algo que parece não ter fundamento, que pode muito bem ser chamado de “coisa da sua cabeça”. É uma angústia, que vem de dentro, que não se pode transformar em palavras. Além disso, o mistério que envolve as histórias beira a aflição, tendo contribuído para prender totalmente a minha atenção.

O que me surpreendeu bastante foi a fluidez dos textos, que eram realmente muito fáceis de se ler. É que, na verdade, eu estava preparada para uma leitura arrastada, enigmática e cansativa. Grande parte dessa impressão prévia foi causada pelo texto de apresentação, escrito pelas tradutoras dessa edição do livro. Não sei se elas tinham a intenção de assustar o leitor para valorizar o trabalho delas, falando da dificuldade de se traduzir Poe, mas, de qualquer forma, o que vi foram histórias que podiam ser tranquilamente apreciadas sem nenhum drama linguístico.

Eu recomendo a leitura de Histórias extraordinárias por vários motivos. Se você não conhece Poe e nunca leu nada dele, leia! É fácil, é divertido e é um autor clássico, ótimo para incluir no seu “currículo de book-eater”, rs. Os contos – mesmo para alguém que não curte o gênero, como eu – nem de longe deixam aquela sensação de insuficiência que as histórias curtas costumam deixar. A “modalidade” de medo abordada nelas consegue gerar uma identificação por parte do leitor, justamente por ser um terror interno e inexplicável, quase como uma solidão, e muito diferente daquele medo tangível, que pode ter a forma de um assassino, um fantasma ou uma barata.

Eu gostei muito da experiência de ter lido estes contos! Com certeza vou procurar por outras obras do autor, para saber se elas seguem a mesma linha deste livro.

Esta resenha faz parte da meta de julho do Projeto Variedade Literária.
Histórias Extraordinárias

Projeto: Variedade Literária – julho

21 de julho de 2013 - domingo - 19:17h   ¤   Categoria(s): Crônicas/Contos, Desafios

Projeto: Variedade Literária

A meta do mês de julho do Projeto: Variedade Literária não é dos meus gêneros favoritos, mas a proposta do projeto é justamente me fazer ler o que não me é habitual, então, vam que vam!

Crônicas/contos
Eu não fazia ideia de qual era a diferença entre a crônica e o conto, então eu fui procurar no [nem sempre confiável] Wikipedia. E o que eu achei foi o seguinte:
A crônica é uma narração curta, produzida essencialmente para ser veiculada na imprensa (revista ou jornal). Geralmente tem linguagem simples, espontânea, o que pode contribuir para que o leitor se identifique com o cronista. A narração é cronológica, baseada em algo do cotidiano, podendo possuir uma crítica indireta e/ou um tom humorístico.
Já o conto, mais curto que a novela ou o romance, é conciso, tem uma estrutura fechada, desenvolve uma história e tem apenas um clímax, não possuindo conflitos secundários. Por ser uma obra de ficção, apresenta um narrador, personagens, ponto de vista e enredo.
Na minha intuição de leitora, eu me arriscaria a dizer que a crônica tende a ser bem mais curta que o conto. Não sei se estou certa nessa afirmação…

Sugestões
Desde clássicos até opções bastante recentes, escolhi como sugestão as obras que parecem valer muito a pena. Os livros da série Para Gostar de Ler são amor demais! =D

       
       

O que eu vou ler é Histórias Extraordinárias.

Para quem quiser ver a lista inteira dos gêneros por mês e as sugestões para cada mês que já passou, o post inicial do Projeto está aqui.

[resenha] Apegados

30 de junho de 2013 - domingo - 18:35h   ¤   Categoria(s): Autoajuda, Desafios, Resenhas

ApegadosTítulo: Apegados
Título original: Attached
Autores: Amir Lavine e Rachel S. F. Heeler
País: EUA
Ano: 2010
Editora: Novo Conceito
Páginas: 303
Sinopse: Cada vez mais fazemos uso da pesquisa científica para conquistar melhor qualidade de vida. Sabemos o que devemos ou não comer, conhecemos o tipo de exercício que devemos praticar e por quanto tempo devemos fazê-lo, aprendemos alternativas viáveis para conquistar o sono revigorante… No entanto, nossos relacionamentos amorosos, parte importante de nossa vida, não parecem tão avaliados e estudados. Geralmente temos a sensação de que essa coisa de amor é um assunto da sorte. Mas será possível que a ciência explique por que algumas relações são produtivas e enriquecedoras, enquanto outras nos deixam perturbados e alienados? Pode a ciência explicar como muitos criam vínculos amáveis sem esforço algum, enquanto outros têm que lutar tanto pelo amor? Para o psiquiatra Amir Levine e a psicóloga Rachel Heller, a resposta é um evidente ‘sim’. Em ‘Apegados’ – livro baseado nas pesquisas da Teoria do Apego, de John Bowlby -, os autores revelam como compreender os mecanismos de afeição que se criam entre os adultos, o que certamente nos ajudará a encontrar e a manter o amor.
Compre: compare preços

Nossa necessidade de ter alguém com quem compartilhar a nossa vida faz parte de nossa constituição genética, e não tem nada a ver com o quanto amamos a nós mesmos ou com o quanto nos sentimos realizados individualmente. [...] O que se provou, por meio da evolução, como sendo uma forte vantagem para a sobrevivência foi a possibilidade de um casal humano tornar-se uma unidade fisiológica.

Avaliação:
Apegados é um livro ligeiramente diferente dos outros autoajuda que costumam estar nas prateleiras das livrarias, mas nem tanto.

Com base na Teoria do Apego, o livro diz que você pode ser classificado como ansioso, seguro ou evitante conforme a sua forma de lidar com seu parceiro nos relacionamentos amorosos.
Citando diversos casos e exemplos (não sei se fictícios ou não), Apegados mostra quais os comportamentos típicos de cada um dos 3 estilos de apego, que motivações estão por trás de cada atitude, que dificuldades podem surgir de acordo com a combinação entre pessoas de diferentes estilos e como lidar com tudo isso. A grande diferença deste livro em relação aos outros bons títulos do gênero é que ele não divide os comportamentos das pessoas por sexo. Além disso, também não afirma que esse ou aquele comportamento são errados. O leitor não é estimulado a mudar seu jeito de ser.
O que faz Apegados ser “mais um livro de autoajuda” é que, à primeira vista, ele parece querer solucionar a sua vida amorosa de forma mágica, principalmente quando o pegamos na livraria e olhamos para o subtítulo na capa. Esse ponto é onde muitos autoajuda pecam e afastam potenciais leitores. A verdade é que Apegados, assim como seus bons semelhantes, não é assim. Não traz uma solução mágica. O que ele oferece são esclarecimentos baseados em uma pesquisa científica e conselhos de caminhos que o leitor pode seguir para tornar a sua vida menos incompreensível.

Talvez esse livro seja bastante útil para pessoas que passaram por muito sofrimento nos relacionamentos anteriores e estão com dificuldade de entender por que não conseguem estar com uma pessoa de forma tranquila. Também é ótimo para aqueles que estão em um relacionamento conturbado, mas que não têm possibilidade ou desejo de terminá-lo (por qualquer que seja o motivo), e preferem, sim, melhorá-lo.

Esta resenha faz parte da meta de junho do Projeto Variedade Literária.
Apegados

Projeto: Variedade Literária – junho

19 de junho de 2013 - quarta-feira - 09:17h   ¤   Categoria(s): Autoajuda, Desafios

Projeto: Variedade Literária

Post atrasado, mais uma vez, lalala… ♫
A meta do mês de junho do Projeto: Variedade Literária é o que me faz ir na direção contrária à da maioria das pessoas. Ou não.

Autoajuda
Eu tenho muito o que falar sobre livros de autoajuda. Mas não vou falar. Porque quem gosta, gosta, e consegue imaginar o que eu escreveria aqui. Já quem não gosta… bem… não é com um textinho de blog que vai ser convencido do contrário.
Mas se você está em cima do muro, com vontade de conhecer, seja muito bem-vindo! ♥ Tenho ótimas sugestões aí abaixo. =) E se quiser saber as minhas razões pra gostar de autoajuda, me escreva! Terei prazer em responder!

Sugestões
Alguns desses eu li. Outros, eu leria com certeza. Uns são leves e divertidos. Outros, além de divertidos, mudaram totalmente a visão que eu tinha de determinado assunto.

       
       

O que eu vou ler é Apegados.

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[resenha] O Guia de Sobrevivência a Zumbis – Ataques Registrados

31 de maio de 2013 - sexta-feira - 21:23h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

O Guia de Sobrevivência a Zumbis - Ataques RegistradosTítulo: O Guia de Sobrevivência a Zumbis – Ataques Registrados
Título original: The Zombie Survival Guide – Recorded Attacks
Autor: Max Brooks
País: EUA
Ano: 2009
Editora: Rocco
Páginas: 142
Sinopse: Começando nas savanas africanas, passando pelas legiões romanas e as viagens do pirata Francis Drake até experimentos soviéticos da época da guerra fria, O guia de sobrevivência a zumbis – Ataques registrados leva o leitor a uma jornada assustadora pela história da humanidade, já que os registros de ataques de mortos-vivos são mais antigos do que os homens imaginam. Com o auxílio do brasileiro Ibraim Roberson e seus desenhos marcantes, detalhistas e cheios de referências, o cultuado autor de O guia de sobrevivência a zumbis e Guerra mundial Z compila uma impressionante lista dos mais conhecidos ataques de zumbis em uma graphic novel sensacional na qual o nonsense é o grande protagonista.
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A “Operação Botão de Cereja”, dirigida pela unidade especial de combate do Japão Imperial, envolveu experimentos em seres humanos durante a Segunda Guerra Mundial para produzir um exército de mortos-vivos.

Avaliação:
Eu conheço muito pouco sobre zumbis. Pelo que eu me lembro, nunca li nenhum livro, não assisto Walking Dead e nunca vi nem joguei nenhum Resident Evil. Talvez toda a minha “filmografia” zumbítica esteja resumida a Meu Namorado é um Zumbi, hahaha!

Em O Guia de Sobrevivência a Zumbis – Ataques Registrados, há diversas pequenas histórias. Cada uma se passa em um local e uma época da humanidade. Começa na pré-história, na África, e vai até 1992, todas contando sobre ataques de zumbis que ocorreram desde quando o homem existe. Os desenhos são muito bem-feitos, com alguns detalhes que chegam a ser nojentos, mesmo em preto-e-branco!
Não sei se eu aproveitaria melhor a HQ se eu tivesse lido os outros livros anteriores do autor, mas gostei bastante de saber um pouco mais sobre zumbis. Acho que o que mais me agradou foi o fato de misturar ficção no contexto histórico.

Quanto à experiência de ler HQ, eu acho legal, mas não sei se conseguiria fazê-lo com muita frequência. Sendo devoradora de livros, talvez sobreviver só de quadrinhos seja algo meio inimaginável para mim. Por mais que na maioria das vezes uma imagem valha por mil palavras, ainda prefiro o poder que as palavras têm de trabalhar a imaginação, mexer com as emoções ou transformar tudo em poesia.

Mas leiam essa HQ! Vocês que são alucinados por zumbis não podem deixar esse material superelegante passar em branco! Vale muito a pena!

Esta resenha faz parte da meta de maio do Projeto Variedade Literária.
O Guia de Sobrevivência a Zumbis - Ataques Registrados O Guia de Sobrevivência a Zumbis - Ataques Registrados O Guia de Sobrevivência a Zumbis - Ataques Registrados