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[resenha] Heresia

19 de outubro de 2012 - sexta-feira - 19:36h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Suspense / Ação

HeresiaTítulo: Heresia
Título original: Heresy
Autor: S.J. Parris
País: Inglaterra
Ano: 2010
Editora: Arqueiro
Páginas: 360
Sinopse: Inglaterra, 1583 – o país enfrenta um período conturbado, marcado por conspirações para derrubar a rainha Elizabeth, que é protestante. Muitos de seus súditos estão insatisfeitos com o governo e anseiam pelo retorno do país à religião católica. Em meio a esse clima de conflitos religiosos, o monge italiano Giordano Bruno chega a Londres, tentando escapar da Inquisição, que o acusou de heresia por sua crença num Universo heliocêntrico. O filósofo, cientista e estudioso de magia logo é recrutado pelo chefe do serviço de espionagem real e enviado a Oxford. Oficialmente, ele vai participar de um debate sobre as teorias de Copérnico, mas, em sigilo, deve se infiltrar na rede clandestina dos católicos e descobrir o que puder sobre um complô para derrubar a rainha. No entanto, quando um dos membros mais antigos de Oxford é brutalmente assassinado, a missão secreta do filósofo é desviada de seu curso. Enquanto ele tenta desvendar o crime, outro homem é morto e Giordano Bruno se vê envolvido numa sinistra perseguição.
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Seguindo a teoria de Aristóteles, a Igreja ensinava que as estrelas eram fixas, presas na oitava esfera além da Terra, e que eram todas equidistantes e se deslocavam juntas em órbita em torno de nosso planeta, assim como o Sol e os sete planetas em suas respectivas esferas. Por outro lado, havia aqueles que, como o polonês Copérnico, ousavam imaginar o Universo diferente: o Sol no centro e a Terra de movendo em sua própria órbita. Além desse ponto ninguém tinha se aventurado, nem mesmo na imaginação – exceto eu, Giordano Bruno.

Avaliação:
Heresia é um thriller que não conta apenas com os ingredientes perfeitos para um suspense – assassinatos, segredos, intrigas, mentiras e reviravoltas -, mas contém também elementos a mais que o tornam simplesmente uma leitura inevitável: fatos e personagens reais, conflitos religiosos na Europa do século XVI, uma universidade historicamente conceituada.

Giordano Bruno foi um frade dominicano condenado a morrer na fogueira pela Inquisição, por heresia. Ao contrário do que se pensa, o motivo da sua condenação não foram as ideias heliocêntricas. Bruno, na verdade, defendia a tese de um universo infinito, povoado de outras estrelas e planetas, onde poderia haver, também, vida inteligente.

O livro começa relatando o evento da sua acusação por heresia e posterior fuga do mosteiro de San Domenico Maggiore, em Nápoles. Após ter saído da Itália, ter vagado na direção oeste pela Europa e ter se tornado protegido do monarca da França, o ex-monge é chamado a ir a Londres, para uma missão secreta que tem como objetivo descobrir planos católicos para a derrubada da rainha protestante. O cenário é Oxford. As pessoas ao redor são acadêmicos: professores e alunos da Universidade. E é neste meio que acontecem assassinatos estranhos, onde as mortes parecem cenas de livros de caráter religioso.
Um livro de suspense, quando bem estruturado e bem escrito (que é o caso de Heresia), prende o leitor por si só. Entretanto, o pano de fundo histórico acaba por tornar todo o enredo absolutamente encantador.

É possível perceber que a autora fez uma pesquisa bastante profunda sobre a época, o que aparece, por exemplo, nos detalhes das caracterizações dos locais e nos diálogos e atitudes dos personagens, o que denuncia os valores e a forma de pensamento.
Outro ponto interessante foi poder conhecer de forma mais próxima a personalidade que foi Giordano Bruno. É claro que a história do livro se trata de uma ficção, mas já faz algum tempo que eu entendi que, para mim, o conhecimento adquirido só se consolida quando criamos um vínculo pessoal com ele. Ter lido Heresia foi muito mais proveitoso do que ter ouvido falar de Giordano Bruno em um livro didático qualquer. É por este motivo que eu prefiro tentar aprender História em livros comuns, de leitura, pois o leitor se envolve, se emociona, criando assim, o tal vínculo tão importante para o aprendizado.

Pesquisando um pouco sobre a autora, descobri que Heresia tem continuação em mais 2 livros: Prophecy e Sacrilege. Gostei de saber disso, pois a forma como a história termina não dá a entender que haveria sequências. Lendo um pouco no site da própria autora, entendi que se tratam de livros com histórias fechadas, apenas com o mesmo personagem, bem no estilo Harlan Coben ou James Patterson.

Resumindo: Heresia é perfeito para quem gosta de suspenses, para quem gosta de História e para quem não gosta de ficar preso a séries em que um livro fica aguçando a curiosidade para o seguinte.
Heresia

Leia um trecho: http://www.editoraarqueiro.com.br/upload/pdf/Heresia_Cap1-0.pdf

[resenha] O Código Da Vinci – Ilustrado

4 de agosto de 2011 - quinta-feira - 20:09h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Suspense / Ação

O Código Da Vinci - IlustradoTítulo: O Código Da Vinci – Edição Especial Ilustrada
Título original: The Da Vinci Code: Special Illustrated Edition
Autor: Dan Brown
País: EUA
Ano: 2005
Editora: Sextante
Tradutor: Celina Cavalcante Falck-Cook
Páginas: 399
Sinopse: ‘Código Da Vinci’ vem fascinando milhões de leitores ao redor do mundo com sua envolvente trama policial entremeada com informações sobre arte, religião e rituais secretos. Com 160 ilustrações e impressão colorida, esta edição especial reproduz os símbolos, obras de arte, monumentos arquitetônicos e localidades históricas citados ao longo do livro. Dos segredos ocultos na Mona Lisa e na Última Ceia aos símbolos do antigo Egito e a marcos de referência como o Louvre e a Capela Rosslyn, as imagens reunidas aqui vão lançar novas luzes e suscitar outros questionamentos sobre o romance de Dan Brown, tornando sua leitura ainda mais fascinante.
Comprar: Livraria Saraiva

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O, Draconian edvil!
Oh, lame saint!
P.S. Find Robert Langdon

Avaliação:
Eu me pergunto se ainda há alguma coisa a ser falada sobre esta história… rs.

Eu li a versão não-ilustrada em 2005 e resolvi reler o livro porque queria lembrar de todas aquelas informações sobre os segredos que fizeram tanto estardalhaço na época do lançamento.
Sem sombra de dúvida, a aventura de Robert Langdon e Sophie Neveu fica bem mais interessante quando é lida num livro que “tem figuras”. As imagens são muito bonitas e fica bem mais prático visualizar as obras, símbolos e lugares sem precisar parar para procurar no Google.

Talvez apenas seja complicado ler como “livro do caminho pro trabalho”, por ser grande, pesado e de capa dura.
O Código Da Vinci - Ilustrado

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